sábado, 30 de junho de 2007

Salvador

É impossível falar da história da Bahia sem falar sobre a cidade do Salvador. Desde sua fundação, Salvador foi palco dos mais importantes eventos políticos, sociais e culturais, não só da capitania da Bahia, mas de toda a colônia.

Salvador foi a primeira cidade da Bahia e do Brasil, fundada para ser a sede do Governo-Geral nas novas terras portuguesas. Já havia na época da fundação algumas vilas como a do Pereira, São Vicente, Ilhéus e Porto Seguro. No entanto, ao chegar à Bahia, Tomé de Souza escolheu cuidadosamente o local onde deveria ser erguida uma cidade-forte na Bahia de Todos os Santos. Alguns autores afirmam que Tomé de Souza subiu a colina e escolheu um local de difícil acesso de onde poderia avistar de longe a chegada de navios estranhos.

Trouxe consigo algum material e mão-de-obra para a construção da cidade que tinha a estrutura de um forte, na área hoje localizada entre a Praça Castro Alves e o Pelourinho. Foram erguidos muros em volta das primeiras construções, entre elas a Casa dos Governadores e a Casa da Vereança. Duas portas de entrada davam acesso à cidade: ao Sul, a porta de Santa Luzia, próxima à antiga secretaria da Agricultura, e ao Norte, a porta de Santa Catarina, nas imediações do Terreiro de Jesus.

Segundo Mattoso (1992) a cidade já foi conhecida pelo nome São Salvador da Bahia de Todos os Santos, sendo o nome simplificado para Salvador nas recentes administrações. Mas seus habitantes ainda costumam chamá-la de Bahia.

Existem controvérsias quanto a data de fundação da cidade, tendo sido escolhido por pura conveniência, o dia 29 de março de 1549, data da chegada de Tomé de Souza à colônia. Outras datas foram sugeridas por historiadores como, por exemplo, o dia 13 de junho de 1549, dia da Procissão do Corpo de Deus; 1°de maio de 1549, quando foram expedidos mandatos de pagamento da construção da cidade; 30 de maio de 1549, dia da Ascensão do Senhor; 6 de agosto de 1549, dia da Transfiguração de Cristo.

Segundo Tavares (1987) a primeira e principal praça da cidade do Salvador é a atual praça Municipal e a atual Rua Chile foi uma das primeiras fundadas na cidade, segundo Carreira (1999) recebeu este nome em 1902. No fim do século XVIII estimava-se uma população de 60.000 habitantes para Salvador e 21.000 para toda a Capitania da Bahia.

A cidade cresceu rápida e desordenadamente em torno da cidade primitiva, enchendo-se de ruas estreitas e sujas como as de Portugal, segundo depoimento de visitantes estrangeiros, principalmente franceses. Cresceu inicialmente ao Sul em direção ao São Bento e ao Norte para o Carmo. Na dupla condição de cidade-fortaleza, e centro administrativo-entreposto comercial, a cidade do salvador passou a crescer em dois planos: na cidade baixa, bairro da Praia, formando comprida rua a Ribeira das Naus e as casas comerciais; na cidade alta, bairros de São Bento (incluindo Sé), Palma, Desterro, Saúde e Santo Antonio Além do Carmo.

No século XIX, segundo Tavares (1987), os relatos de alguns estrangeiros estipulavam a existência de 36 igrejas e vários conventos. Segundo Mattoso (1992) no fim do século XIX, a cidade já contava 144.959 habitantes.

Segundo o SEI (1998) em 1996 a população de Salvador já contava 2.211.539 habitantes, tendo a Região Metropolitana de Salvador 2.709.084 habitantes, 21,6% da população total. É hoje a 6ª região metropolitana mais populosa do país e a 3ª capital mais habitada, gerando 60% da renda de todo o estado da Bahia. Salvador ocupa hoje uma área de 299 km2.